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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis:

Para mim, os melhores lançamentos! Claro que haverá discordância. Mas, como gosto não se discute, vou falar de alguns lançamentos que considero os melhores…

Para mim, os melhores lançamentos!

Claro que haverá discordância. Mas, como gosto não se discute, vou falar de alguns lançamentos que considero os melhores dos quais participei, quer como convidado, pelo O Globo e pelo Diário do Comércio, quer como anfitrião, na General Motors. Não vou apontar todos, mas apenas aqueles que me tocaram mais, mesmo não tendo participado de um deles.

Vou começar pelo Fiat Cinqüecento (500), cuja edição atual aconteceu em 2007, em Turim, sede da marca. Foi um espetáculo como poucos, tendo como cenário o rio Pó, que banha a cidade. Não foi apenas o lançamento, a reedição, de um novo produto, mas a comemoração dos 50 anos do modelo, lançado em 1957.

O magnífico show montado pela Fiat foi inspirado na obra de Federido Felllini, “La Dolce Vita”, com uma atriz de longos cabelos loiros, colocada em um vestido preto de 5 metros de altura, montado sobre uma plataforma que fazia evoluções sobre as águas do rio como se fora Anita Ekberg, no filme, caminhando pela Fontana de Trevi, em Roma, enquanto Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroianni a olhava com espanto.

Foi muito lindo e emocionante.

Mas um outro fato me impressionou naquele lançamento: a participação de milhares de proprietários dos primeiros modelos do Cinqüecento, convidados pela Fiat para a festa. Eram tantos que a prefeitura de Turim, abriu uma exceção, permitindo o estacionamento por toda a cidade, inclusive sobre as calçadas. E lá estavam eles, uns bem conservados, outros excepcionalmente conservados, cujos donos não permitiam que ninguém os tocasse, e, também, aqueles muito maltratados, parados por toda Turim, vindos de todas as partes da Europa. Vimos até mesmo um deles, que viera de Moscou (pena que o meu celular não fazia fotos à época).

Uma avalanche dentro do salão

Essa foi uma pré-apresentação assustadora. Estávamos todos sentados no auditório do Cobo Center (hoje Huntington Place), em janeiro de 2000 (com uma temperatura beirando aos 20º negativos), esperando pela nova picape Chevrolet Avalanche, que só seria lançada no ano seguinte, já como modelo 2002.O ambiente escureceu e a imagem de uma montanha com muita neve surgiu, na enorme tela, com uma avalanche começando.

Enquanto a neve descia, o piso do auditório, onde estávamos sentados, começou a tremer, com o som da avalanche.O tremor no auditório aumentava, até que a neve chegou ao solo e, para surpresa geral, os ocupantes das primeiras fileiras foram levemente atingidos pela neve, com a picape surgindo em seguida.

 Inesquecícel!

Lembro que Rick Wagoner, então CEO da GM mundial, que havia sido presidente da GM no Brasil, depois de limpar os seus sapatos, foi para a sala de reunião atender aos jornalistas do mundo inteiro. E lá ele provocou a ira dos jornalistas ingleses, que participariam de uma coletiva com ele, em seguida a da delegação brasileira.

– Rick – avisou um assessor da empresa – já passou da hora, os ingleses serão os próximos. Na verdade, os jornalistas brasileiros estavam matando saudades daquele que foi um dos presidentes da indústria automobilística mais queridos pela “turma” que cobria o setor. Na terceira chamada, Rick falou: “Bem agora chega, senão os ingleses vão invadir aqui e com razão, pois atrasamos o encontro com eles. Nos veremos mais tarde no nosso estande”.

Quando deixamos a sala da coletiva cruzamos com os jornalistas ingleses e fomos “fuzilados” com olhares daqueles que são famosos pela sua pontualidade.

Este eu não fui, mas é muito famoso

Acostumado a ouvir elogios pelos lançamentos feitos durante minha estada na GM, fiquei impressionado com os elogios feitos ao lançamento da primeira reestilização do “Novo Palio”, que aconteceu no pouco conhecido Hangar do Zeppelin, na Base Aérea de Sana Cruz, da FAB, no Rio de Janeiro, em setembro de 2000 (eu ainda na GM, pensando no lançamento da Zafira, no ano seguinte, em março, lá em Lisboa).

O hangar, com seus 274 metros de comprimento e 50 metros de altura recebeu 1.500 integrantes da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com um samba enredo criado especialmente para o evento, cantado pelo puxador de samba oficial da escola, o grande Jamelão, e pela “Globeleza”, Valéria Valenssa (lembram dela?). Além, claro, de Giorgetto Giugiaro, autor da reestilização do Palio. Foram 2.000 os convidados para este “carnaval” da Fiat.

Nesse eu era anfitrião

Foi em 1989, no Clube Med Rio das Pedras, em Mangaratiba, Rio de Janeiro e durou 4 dias de muito sol e confraternização de jornalistas. Foi o lançamento do Kadett, que chegava para concorrer com o Ford Escort XR3, o Volkswagen Gol GTS e o Fiat Uno.

Um carro, sem qualquer componente, totalmente “depenado”, com apenas os quatro pneus aparentes, foi colocado no alto de uma pedra, por um helicóptero, localizada no terreno do hotel e coberto por vegetação foi revelado na noite do dia 10, com a imagem do perfil de carro projetada no céu, estrelado foi se movimentando até chegar ao Kadett, provocando muitos “ho!” e aplausos.

O que muito chamou atenção de todos foi que, durante os quatro dias de nossa presença em Rio das Pedras, o sol reinou. E forte! E, na manhã em que deixamos o Clube Med, caia uma forte chuva, gerando comentário geral: ainda bem que ela só chegou hoje!

A maior sala de Imprensa e o erro de FHC

Planejando a sala de Imprensa para o lançamento do Celta, em 2000, calculamos a necessidade de 200 computadores (30 deles em Espanhol, pela presença de jornalistas da América Latina). O pessoal de compras considerou o número muito grande, sem necessidade.

Argumentamos que, por se tratar de uma fábrica nova, com a presença do presidente da República (Fernando Henrique Cardoso) haveria um número acima do normal para o evento, que já vinha recebendo um enorme pedido de credenciamentos. Foram 300 no total.

Vencemos o “braço de ferro” e colocamos 200 computadores na maior sala de Imprensa já montada para um evento da indústria automobilística.

A grande curiosidade do evento foi a “gafe” cometida pelo então presidente, Fernando Henrique Cardoso, que valeu para a GM, primeira página dos grandes jornais. Em seu discurso, ao invés de mencionar o nome da anfitriã, falou o nome da concorrente Ford. Provocando riso geral da plateia. (Chico Lelis – chicolelis@gmail.com).

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