Ases do Volante

DON´T CRY FOR ME, ARGENTINA!

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Postado 26 de outubro de 2017 por bisponeto em Colunas
Todos os anos, a cerca de duas décadas, quando o mês de outubro chega, anunciando dias mais repletos de sol, Buenos Aires – a capital da Argentina – vira alvo das atenções mais contundentes de antigomobilistas de todos os quadrantes do planeta e, não, é por causa do futebol mas, sim por causa da Auto Clássica.

Trata-se, segundo grande parte dos visitantes que lá comparecem, entre os quais muitos brasileiros, de um das mais importantes exposições, ao ar livre, de exemplares dos mais raros no mundo de uma grande variedade de tipos de veículos que fazem a delícia, o encanto de colecionadores, admiradores e entusiastas do antigomobilismo. Num imenso parque, no bairro de San Isidro, onde está localizado famoso hipódromo também, podem ser vistos, muito bem conservados, exemplares de veículos fabricados desde o início do século passado e mais antigos ainda. Na opinião de antigomobilistas curitibanos que marcam presença todos os anos nesse evento, uma vez vista a Auto Clássica não é necessário ver mais nada do gênero em toda a América Latina.

Neste ano, num período de sol intenso, a mostra foi aberta na quinta-feira, dia 12, prolongando-se até domingo, dia 16 de outubro. De acordo com o antigomobilista curitibano Altair Bora, teve visitante que não conseguiu ver tudo o que existia na exposição, apesar dos quatro dias de duração desta. Bora fez parte de um grupo de cerca de 150 curitibanos, entre os quais muitos casais que, além de dançar tango nas casas de espetáculos de Buenos Aires, curtiram muita nostalgia automobilística.

As atrações da mostra não se restringiram a automóveis antigos mas, a motocicletas, barcos, tratores, máquinas e outros badulaques, com muita coisa para ser comprada, além de corrida de carros antigos. Entre centenas de veículos, na grande maioria de procedência europeia – Inglaterra, França, Itália – o visitante pode admirar exemplares de Bugatti, Isotta Fraschini, Pegeot, etc. O veículo mais antigo detectado por Bora foi um automóvel Mercedes Benz fabricado em 1886. Afinal, como sempre tudo o que é bom, dura pouco, quem chorou na hora de retornar a casa, depois de quatro dias de envolvimento e encanto, foram os antigomobilistas curitibanos e não a Argentina. Mas, no ano que vem haverá mais!

Nas fotos que apresentamos hoje, operadas por Altair Bora, vemos uma motocicleta americana marca Indian, de 1928; automóvel marca Auburn, conversível; e carro de corrida, da década de 1920, com motor frontal de seis cilindros em linha e tração traseira com corrente e coroa. (Ari Moro).


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