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Motocar lança triciclos riquixás

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Postado 10 de novembro de 2012 por bisponeto em Motos
Triciclos Motocar - 2
Instalada na Zona Franca de Manaus (AM), a Motocar iniciou a produção de triciclos. Eles fazem parte da paisagem de grandes centros urbanos na Ásia, como a China e Índia, onde fervilham a cada esquina, e também começam a aparecer aos montes por cidades em regiões da América Latina, como o Peru e Colômbia, servindo como veículos para o transporte de cargas leves e passageiros.

Estamos nos referindo aos famosos riquixás, ou pode se chamar de “tuk-tuk, trishaw, auto-rickshaw, baby-táxi ou bajaj”. “Aqui no Brasil nos chamamos de triciclo”, informa Julio Almeida, diretor geral da Motocar, a primeira fabricante de veículos dessa “espécie” no Brasil.

A empresa, que produz os triciclos da Zona Franca de Manaus (AM), oficializou neste mês o início da fabricação nacional dos triciclos. “A Motocar existe há quase dois anos, mas ainda não havíamos atingido o índice mínimo para o triciclo ser considerado nacional. Até então eles eram emplacados como veículos importados”, explica Fábio di Gregório, diretor de comunicação da fabricante.

Enfim oficialmente estabelecida, a Motocar oferece no mercado brasileiro três opções de triciclos: dois para o transporte de cargas, um com baú isotérmico e outro com caçamba aberta, e um para o transporte de passageiros. Cada modelo obedece a uma legislação específica, que os liberam para circular em certos lugares e em outros não. Os triciclos de carga, por exemplo, podem circular por todo Brasil, enquanto a versão para passageiros tem um uso mais restrito. “O triciclo de passageiro é usado como mototáxi, mas para isso é necessário uma liberação municipal. Em São Paulo, por exemplo, é proibido, mas em muitas cidades do nordeste e no sul seu uso é liberado”, afirma Almeida.

Para serem homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) os triciclos tiveram de ser equipados com freio de estacionamento, pisca alerta, cinto de segurança, pára-choque traseiro, buzina, velocímetro, limpador de para-brisa, placa traseira e até extintor de incêndio. “O nosso triciclo vai muito além das motos adaptadas para transportar carga, que na maioria dos casos não são projetos confiáveis. Houve um profundo trabalho de engenharia em seu desenvolvimento, com freios e suspensão específicos, além do chassi reforçado”, conta Gregório.

O objetivo da Motocar com seus triciclos é oferecer uma alternativa de baixo custo para comerciantes. Seja para serem usados em grandes centros urbanos, onde a circulação de caminhões é restringida, ou em regiões remotas, pela facilidade de manutenção e simplicidade de manuseio do veículo. Pelas normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), um triciclo para rodar no Brasil não pode passar dos 70 km/h, por isso os veículos da montadora baseada em Manaus têm velocidade máxima limitada a 65 km/h. Por outro lado, a capacidade de transportar carga e pessoas se aproxima a de um automóvel. O modelo para transporte de passageiros, o MTX 150, é impulsionado por motor de 150 cilindradas com câmbio manual de 4 marchas com transmissão por correia. E os modelos cargueiros MCA 150 e MCF 150, mais robustos, tem propulsor de 200 cc e câmbio de 5 velocidade com eixo cardan.

De acordo com a empresa, os modelos de carga, que custam a partir de R$ 13.500 (mais R$ 1.000 de frente, dependendo da localidade) podem transportar até 350 kg no bagageiro, enquanto o modelo mototáxi, com preço sugerido de R$ 10.500, pode levar dois passageiros mais o motorista. Para guiar o triciclo é necessário a carteira de habilitação A, a mesma para motocicletas, e o uso do capacete é exigido apenas quando se circula em rodovias. “Na cidade não é preciso usar capacete, pois os veículos contam com capota, cinto de segurança e pára-brisa com vidro laminado”, explica o diretor da marca.

“O custo para manter o triciclo é muito baixo. Ele consome pouca gasolina, algo em torno de 28 km a 32 km por litro de combustível, a manutenção também é barata, comparável ao de uma moto pequena, como a Honda CG 150”, enfatiza Almeida. “O sujeito vai gastar pouco mais R$ 100,00 por mês para manter o triciclo operando em perfeitas condições”, completa. A primeira fase consiste em ampliar a rede de concessionários, atualmente com 14 pontos espalhados pelos estados de SP, RS, PR, MS, GO, PE, AM e PA, para mais de 60 revendas em 2013, além de aumentar o ritmo de produção de 200 unidades/mês para 900 a partir de julho do próximo ano. De acordo com a Motocar, até o momento foram vendidos cerca de 500 triciclos.


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