Vendas de importados caem em julho

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Postado 14 de agosto de 2012 por bisponeto em Automóveis
As empresas filiadas à Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores encerraram o mês de julho com 10.739 unidades emplacadas, total 4,1% inferior ante junho, quando registrou 11.202 unidades. Se comparado a igual período do ano passado, no entanto, a queda foi ainda mais acentuada: 41,5%. Em julho de 2011, a Abeiva emplacou 18.346 veículos importados contra 10.739 unidades do mês passado.

Com 81.710 unidades, as associadas à Abeiva também anotaram queda de 24,9% nos primeiros sete meses do ano, ante as 108.864 unidades em igual período de 2011, enquanto o mercado interno registrou alta de 3%. Foram emplacadas 1.984.218 unidades este ano contra 1.926.027 veículos emplacados de janeiro a julho do ano passado.

“Se analisarmos o comportamento do mercado brasileiro por dados de “market share”, o desempenho da Abeiva em julho voltou a ter perda, de 3,06% ante 6,37% em julho de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso “market share” caiu de 5,65% para 4,12%”, argumenta Padovan.

“Mais uma vez, ao comparar os dados de desempenho do setor de importados, em julho, com o comportamento do mercado interno brasileiro, está nítida a influência das altas do IPI e do dólar”, observa Flavio Padovan, presidente da Abeiva. “Nós registramos queda de 4,1% em julho, enquanto o mercado anotou aceleração de 3,1%. Mas na comparação entre julho deste ano contra julho de 2011, enquanto a Abeiva absorve uma queda de 41,5%, o setor obteve alta de 22%”.

Na avaliação do presidente da Abeiva, com a tendência de queda de emplacamentos, desde o aumento da alíquota do IPI em dezembro último, simultaneamente à valorização do dólar, os volumes de venda registrados em 2012 mostram que o setor de importados está ficando inviável. “Lamentavelmente, a atual situação de nossas associadas vai resultar em uma perda de 10 mil postos de trabalho até o final do ano”, ressalta Padovan.

É na expectativa de que o Governo Federal, até o final deste mês, anuncie um plano de cotas para os importadores sem o impacto do aumento de 30 pontos no IPI, concomitante ao decreto que regulamenta a MP 563, de 3 de abril último, que Flavio Padovan reforça a necessidade urgente de um tratamento justo para os importadores de veículos associados à Abeiva que hoje representam apenas 4,1% do total de veículos comercializados no país, sem representar nenhuma ameaça aos fabricantes nacionais, que detém 95,9% de todo o volume comercializado no mercado brasileiro.

O setor de importados – importadoras mais rede de concessionárias – ainda sustenta quadro com cerca de 35 mil trabalhadores brasileiros e recolheu cerca de R$ 6 bilhões em impostos no ano passado. Embora os veículos importados desempenhem um papel fundamental para o desenvolvimento da indústria nacional porque estabelecem parâmetros importantes  de tecnologia, segurança, funcionalidade e inovação, podem estar na iminência de sofrer conseqüências irreversíveis.

 


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