Beline elogia postura do governo

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Postado 23 de julho de 2012 por bisponeto em Automóveis
Em seu discurso no lançamento do Punto 2013, sexta-feira passada (20 de julho), em São Paulo, o presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini, foi pra lá de otimista. O executivo (que é também presidente da Anfavea), exaltou o fato do mercado brasileiro “empatar” em volume de vendas no primeiro semestre de 2012 com o primeiro semestre do ano passado, sendo que a previsão no início do ano era de maior crescimento das vendas.

De acordo com Belini, o que mudou? Certamente a crise mundial indicava um desastre de maiores proporções no mercado brasileiro, o que não ocorreu, graças a condições objetivas do País como expansão do crédito, redução da taxa de juros, pleno emprego e queda do IPI. Foram condições criadas com a intervenção do governo, que o executivo da Fiat elogiou na conduta da economia “nesse momento de reação do mercado”.

Belini somou mais um elemento importante aos quatro anteriores: o rigor em relação ao controle da inflação, que está gerando uma grande expectativa de que a economia cresça no segundo semestre. “São estratégias para combater a crise que vem da Europa”, disse o dirigente.

Apesar dos elogios à conduta da economia, que no seu entender segue uma política anticíclica adequada, Belini disse que isso não basta para resolver o problema da indústria automobilística e do País.

“O futuro depende das nossas ações para a criação de uma política industrial ousada. É preciso mobilizar esforços, públicos e privados, em relação à educação e a competitividade na indústria. É preciso buscar a eficiência produtiva, com investimentos em produto, processo e inovação.”

O executivo da Fiat disse que a empresa investe no Brasil, apesar das incertezas, buscando maior escala de produção e anunciou o investimento de US$ 440 milhões no que chama de “área verde”, para promover a economia de energia e reduzir a emissão de gases poluentes. “É preciso reinventar, antecipar, rever conceitos, contribuir para o novo conceito social da economia”, concluiu o presidente da Fiat América do Sul.

 


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