Toyota Prius no dia-a-dia: uma forma inteligente de dirigir

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Postado 28 de junho de 2012 por bisponeto em Automóveis
O Prius cedido pela Toyota ficou em nossas mãos por uma semana sem qualquer tipo de ressalva em relação ao seu uso. Ou seja, poderíamos fazer o que desejássemos com o híbrido. Por isso, aproveitamos bem o tempo e rodamos com ele na cidade e na estrada simulando vários tipos de usos, para ver quanto seria o consumo do modelo em qualquer situação.

Apesar de suas medidas em números não o deixarem muito maior do que outros hatches médios, o Prius é grande. Estamos falando de 4,46 metros de comprimento, 1,74 de largura, 1,48 de altura e peso de 1.379 quilos. Ou seja, peso-pena ele não é.

É um sedã 4-portas “liftback” (vidro traseiro abre com a tampa e é dividido horizontalmente, com pequena seção vertical (ao lado), como no cupê Citroën C4 VTR) e tem cinco lugares, todos com cinto retrátil de 3 pontos e apoio de cabeça. O interior é amplo e proporciona bom espaço para os passageiros do banco traseiro, resultado da boa distância entre eixos de 2.700 mm e do comprimento de 4.615 mm. O porta-malas acomoda 445 litros de bagagem.

Tudo começa quando, ao se aproximar do carro com as chaves de presença, as travas das portas abrem-se de forma “mágica”. As luzes piscam, entra-se no veículo. Para andar, pé no freio e apertar o botão Start, colocar a jeitosa alavanquinha em D ou R e soltar o freio de estacionamento a pedal. Depois é só acelerar. Barulho, nenhum. A cor azul da unidade que a Toyota nos cedeu é bem chamativa. As inscrições na lateral, mostrando que se trata de um carro híbrido, também. E o conjunto de faróis de xenon e lanternas traseiras de LEDs pedem que todos olhem para eles em todos os lugares que passam.

Sua motorização inclui um motor 1.8 de ciclo Atkinson que entrega apenas 99 cavalos de potência, justamente por ser um tipo de motor diferente do que estamos acostumados. O motor do Toyota Prius tem 14,5 kgfm de torque, e é acompanhado de um motor elétrico que faz com que sua potência total fique na casa dos 136 cavalos. O motor do Prius é o primeiro motor de produç ão sem correia de acessórios, o que ajuda na economia de combustível.

Quanto a equipamentos de série, o Prius é bem dotado, como seria de se esperar em um modelo vendido globalmente. Ele conta com os equipamentos usuais, com destaque para acabamento em couro de qualidade e também sete “airbags”. Seu rodar é confortável sem ser mole, no ponto certo. Até parece que foi feito para o Brasil. O Prius atende bem quem deseja reduzir as despesas com gasolina sem abrir mão de espaço e conforto. Acelera bem e vai de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e pode atingir 180 km/h. Daí para frente é só colocar o câmbio CVT (continuamente variável) na posição Ready (pronto, em português) e tentar gastar toda gasolina no pequeno tanque de 40 litros.

Diferente de outros ecológicos, seu painel é simples, sem folhinhas que surgem e desaparecem de acordo com seu tipo de direção. Ao contrário, ele é direto. Num lugar mostra o consumo, no outro se você está poluindo demasiadamente ou não, alguns gráficos e só. Nada de telinhas com cores psicodélicas. Na cidade, a direção elétrica facilita muito nas manobras pesadas e o silêncio no trânsito carregado -ao menos dentro do carro – é impressionante. O Prius é esperto. Tem bom desempenho, com ótimas respostas do acelerador, graças ao câmbio automático CVT. Quando o trânsito está congestionado, o motor a combustão se desliga e o carro é movimentado apenas pela energia elétrica.

Na estrada o Prius se comportou como outro carro qualquer, dirigido dentro dos preceitos legais contidos no Código de Trânsito Brasileiro. O Prius da Toyota  é um “carro legal”, gostoso e divertido de dirigir e, ainda por cima, ecologicamente correto. (BN).


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